O impacto das redes sociais na nossa saúde mental
2025-11-29 Publicado por:

Atualmente, é quase impossível imaginar a nossa vida sem as redes sociais. Elas mantêm-nos ligados, mantêm-nos informados sobre o que se passa em diferentes locais do mundo e até nos divertem. Mas já parou para pensar como elas também podem afetar a nossa saúde mental?
Pois é, elas afetam as nossas emoções, uma vez que provocam mudanças no nosso cérebro. Cada notificação ou comentário que recebemos ativa o sistema de recompensa e produz dopamina, que é o neurotransmissor ligado ao prazer e à motivação. Isso cria um ciclo vicioso de pequenas recompensas, fazendo com que queiramos verificar constantemente o nosso feed. A procura constante por validação online ativa as regiões ligadas à dependência, reforçando hábitos que podem ser difíceis de controlar, ou seja, o nosso cérebro fica dependente de aprovação externa, o que interfere negativamente na nossa autoestima e no bem-estar emocional.
Entre os efeitos negativos associados ao uso excessivo das redes sociais, encontramos o aumento da ansiedade, da tristeza e a sensação de solidão ou frustração, porque muitos de nós acabamos por comparar a nossa vida, com a vida “perfeita” que toda a gente aparenta ter online, o que acaba por ter repercussões na nossa autoestima. Além disso, o excesso de informações negativas pode gerar cansaço mental e até mesmo stress.
Vários estudos demonstraram que a exposição contínua a estímulos digitais, está associada à redução da atenção e concentração, à promoção de sentimentos de inadequação, assim como à interferência na produção de melatonina que regula o ciclo do sono.
Por outro lado, se usarmos as redes sociais de forma moderada, como por exemplo, limitando as notificações ou intercalando com outras atividades, podem reduzir-se esses efeitos negativos, permitindo que o cérebro responda de forma saudável às dependências digitais. Quando utilizadas com consciência, elas podem aproximar as pessoas, permitir a partilha de conhecimento e até mesmo trazer apoio emocional.
Assim, podemos concluir que as redes sociais mexem com o prazer, a atenção e a regulação emocional do nosso cérebro e o segredo está em usar a tecnologia de forma equilibrada, sem deixar que ela defina o nosso humor ou autoestima. A chave é equilibrar o tempo que passamos online, seguir os conteúdos que nos inspirem e, principalmente, não nos compararmos com os outros.
Autor: Sandra Barbosa
Psicóloga na Desenhar Futuros
Tags: #redessociais, #saudemental, #desenharfuturos
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